CORPOS ESTRANHOS (CE)

Mapa Mental - PRIMEIROS SOCORROS/CORPOS ESTRANHOS

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CORPOS ESTRANHOS (CE) by Mind Map: CORPOS ESTRANHOS (CE)

1. PELE

1.1. Os corpos estranhos podem ser removidos com a pinça ou agulha estéril. Se estiver difícil de retirar, o auxílio médico será necessário.

1.2. Caso a pele seja atingida por anzol de pesca, cortar a ponta do anzol com alicate e só então retirar o anzol, pelo mesmo orifício por onde entrou.

1.3. Após retirar o corpo estranho, lavar a ferida com água e sabão e cubri-lo com gaze.

2. OUVIDOS

2.1. A presença de um corpo estranho no ouvido, em geral, não caracteriza um problema de urgência.

2.2. Quando o corpo estranho no ouvido é um inseto, o ruído que provoca pode gerar um incômodo. Nesse caso, é preciso agir rápido, para aliviá-la dessa sensação ruim.

2.3. Proceda da seguinte forma: • Iluminar o pavilhão auricular com um facho de luz para atrair o inseto; • Colocar azeite ou óleo de cozinha no ouvido, mantendo-o virado para cima por algum tempo e, em seguida, virando o ouvido para baixo, para que o óleo escorra, desalojando o inseto.

2.4. Corpos estranhos inanimados, como grãos de cereais, podem ser removidos inclinando-se a cabeça da vítima, de forma que o pavilhão atingido fique para baixo e dar pequenas pancadas na cabeça tentando deslocar o corpo estranho.

2.5. Em caso de água no ouvido, bastar pingar duas gotas de álcool para que a água evapore.

2.6. Se o corpo estranho persistir, o auxílio médico será necessário.

2.6.1. ATENÇÃO: Não tentar retirar o corpo estranho do ouvido com cotonete, pinça ou outro instrumento qualquer, pois há o risco de empurrá-lo ainda mais para dentro.

3. São pequenas partículas, de variada origem e constituição física que, muitas vezes, apesar de aparentemente inofensivas devido ao tamanho, podem causar danos físicos e desconforto sério (BRASIL, 2003).

4. OLHOS

4.1. Caso um corpo estranho se instale ou atinja os olhos, deve-se pedir à pessoa para fechá-los fortemente de depois abri-los, a fim de que o corpo estranho seja eliminado com as lágrimas;

4.2. Caso não saia, prosseguir com as seguintes condutas: • Pegar a pálpebra superior entre o dedo médio e o indicador e movimentá-la suavemente para baixo e para cima várias vezes e, em seguida, pedir à vítima que feche os olhos e esperar que as lágrimas eliminem o corpo estranho; • Pingar duas gotas de água limpa ou soro fisiológico e pedir à pessoa para piscar. Esperar a eliminação do corpo estranho.

4.3. Se mesmo assim não conseguir retirar o corpo estranho, proceder da seguinte forma: • Puxar a pálpebra inferior para baixo; • Inverter (revirar) para cima a pálpebra superior; • Retirar o corpo estranho com a ponta úmida de um pano limpo.

4.4. Se o corpo estranho estiver encravado no globo ocular, não tentar retirá-lo e nem deixar que a vítima esfregue os olhos. Cobrir os dois olhos com atadura de gaze e encaminhar para atendimento médico.

5. GARGANTA

5.1. Corpos estranhos podem instalar-se na hipofaringe, laringe ou traqueia, provocando lesões e impedindo, total ou parcialmente, a entrada de ar nos pulmões.

5.1.1. OBSTRUÇÃO INCOMPLETA - O ar continua passando pelas cordas vocais e a vítima consegue emitir sons e tossir.

5.1.1.1. Encorajar a vítima a tossir na tentativa de expelir o corpo estranho, sem, no entanto, bater em suas costas.

5.1.2. OBSTRUÇÃO COMPLETA (PESSOA CONSCIENTE) - O ar deixa de passar pelas cordas vocais e a vítima, além de não emitir qualquer tipo de som, apresenta uma coloração arroxeada.

5.1.2.1. MANOBRA DE HEIMLICH

5.1.2.1.1. EM ADULTOS

5.1.2.1.2. EM CRIANÇAS (MENOR QUE 1 ANO)

5.1.2.2. PESSOA INCONSCIENTE

5.1.2.2.1. 1. Deitar a vítima no chão; 2. Posicionar as mãos sobre o umbigo dela e realizar cinco compressões no abdome, para dentro e para cima, na tentativa de expulsar o corpo estranho; 3. Logo após a quinta compressão, abrir a boca da vítima e tentar visualizar o corpo estranho; 4. Se conseguir vê-lo, procurar retirá-lo, passando o dedo indicador (devidamente protegido) pela lateral do objeto e puxando-o de trás para a frente; 5. Retirado o objeto, fazer duas respirações artificiais (ventilação boca a boca), com o dispositivo de barreira. Se o tórax se expandir, é sinal de que houve a desobstrução; 6. Se o tórax não se expandir é porque ainda existe parte do corpo estranho obstruindo as vias aéreas. Nesse caso, deve-se reiniciar as compressões abdominais; 7. Se mesmo após a expulsão do corpo estranho, a vítima continuar inconsciente, deve-se verificar o pulso carotídeo para identificar se ela está em parada cardiorrespiratória (PCR); 8. Se estiver em PCR, é preciso iniciar imediatamente a reanimação cardiopulmonar (RCP).

6. NARIZ

6.1. Manter a vítima calma, cuidando para que não inale o corpo estranho e não assoe o nariz com violência.

6.2. Pedir que ela tente expelir o ar pela narina obstruída, enquanto se aplicam as manobras para expelir o corpo estranho. Se o corpo estranho não puder sair com facilidade, o auxílio médico será necessário.

6.3. No caso de crianças, a melhor conduta é abarcar as narinas com a boca e tentar aspirar (chupar) o corpo estranho.